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Ações da Apple caem pelo quarto dia seguido, mesmo com sinais de recuperação temporária

As ações da Apple enfrentam sua pior sequência de perdas desde 2001, em meio à crescente tensão comercial entre Estados Unidos e China. Apesar de breves momentos de recuperação, o mercado continua reagindo de forma negativa à incerteza gerada pelas novas tarifas anunciadas pelo governo americano.

Queda acentuada das ações da Apple

Desde o anúncio das tarifas, o valor das ações da Apple despencou de US$ 223,89 para US$ 169,50, uma queda acumulada de mais de 24% em apenas quatro dias. Na segunda-feira (7), os papéis fecharam em US$ 181,46, mas durante a madrugada chegaram a subir levemente para US$ 183,67 e atingiram US$ 189,71 por volta das 10h40 (horário de Nova York). No entanto, menos de uma hora depois, voltaram a cair para US$ 184,11, fechando na terça-feira com nova baixa de 6,6%.

Tarifa de 104% sobre produtos chineses começa a valer

O grande catalisador dessa instabilidade no mercado é a nova tarifa de 104% imposta sobre importações da China, que entra em vigor no dia 9 de abril. Apesar de alguns comentários sugerirem que ainda há espaço para negociação, não há sinais concretos de que o governo americano vá recuar ou adiar a medida.

Trump e as mensagens contraditórias

O presidente Donald Trump chegou a afirmar que está aguardando um contato da China para iniciar negociações e que “as coisas estão indo bem”, especialmente após uma delegação da Coreia do Sul viajar a Washington para conversas diplomáticas.

No entanto, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, classificou as tarifas retaliatórias chinesas como um “grande erro” e afirmou:

“O que perdemos com os chineses aumentando as tarifas sobre nós? Exportamos para eles apenas um quinto do que eles exportam para nós, então é uma mão perdedora para eles.”

Apesar do otimismo expressado em algumas declarações, o cenário permanece incerto, e os investidores continuam reagindo com cautela.

Impactos imediatos e estratégias da Apple

Com a entrada em vigor das tarifas, é provável que muitas empresas americanas adiem pedidos e importações, aguardando uma possível resolução ou flexibilização das regras.

A Apple, por sua vez, já se antecipou ao cenário e aumentou o volume de importações de iPhones, formando um estoque para evitar reajustes de preços imediatos em seus produtos.

Outras empresas internacionais, como a Jaguar Land Rover, decidiram suspender exportações para os EUA até que a situação se estabilize, o que reforça o impacto global da medida.

Incerteza continua pressionando ações da Apple

Enquanto as negociações comerciais não avançam e as tarifas entram em vigor, o mercado segue em alerta. As ações da Apple sofrem não apenas pela alta nos custos, mas também pela falta de clareza nas decisões políticas. Mesmo com leves respiros, a tendência negativa dos últimos dias evidencia o grau de instabilidade no setor de tecnologia e comércio exterior.

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